refs. #62: Nostalgia & REGRESSÃO
entre tantas coisas, 2025 foi marcado como o ano do adulto de chupeta e mamadeira.
dancinhas, caretas, figurinhas, desafios, gatinhos, vozinhas, brincadeiras, pegadinhas e fofurinhas. é impossível passar 10 minutos na internet sem cruzar com conteúdos, digamos, bem infantis e infantilizadores. tudo num limite estranho entre inocência e apenas bobagem. é o criador de conteúdo histriônico que experimenta comidas aos berros — e tem milhões de visualizações por isso. ou tantos nutricionistas que só conseguem falar sobre boas escolhas na alimentação na base do humor. ou do escracho. isso sem falar nos funkos, reborns, labubus, coleções infinitas de brinquedos.
o psicanalista Donald Winnicott defendia que o sujeito se constitui a partir de uma tendência inata para a integração, o aprimoramento das relações interpessoais e o amadurecimento psíquico. e claro que, para esse desenvolvimento todo acontecer, o ambiente tem que contribuir positivamente. mas que ambiente estamos oferecendo para a juventude para além de uma cultura que infantiliza os adultos? e mais: como a indústria cultural e o mercado vêm fazendo uso da Nostalgia como um recurso emocional que provoca familiaridade, senso de identidade e conforto emocional?
para ampliar a nossa escuta sobre o tema, contamos com a participação do Fabio Belo, psicanalista e professor de psicanálise da UFMG e apresentador do podcast Conversas virtuais sobre psicanálise.
* esse episódio tem o apoio de Hinge, o aplicativo de relacionamentos que foi feito para ser deletado. faça o download clicando aqui.
trazemos agora algumas referências que nos ajudam a aprofundar o tema:






